CAPITULO


 
No capitulo 4 o autor aborda que as pessoas querem o emprego mais não estão tão preocupadas em se manter nele. A responsabilidade, compromisso, não tem o mesmo sentido que tem para geração “X”.  As próprias empresas já não mantêm funcionários a vida toda. Assim, o autor explica que para as novas gerações não sofrerem a mesma depressão de outras gerações é necessário não se apegar, não criar vínculos profundos com o emprego e não fazer planejamentos longos.
Temos consequências da globalização no mundo:
-  O aumento da produção de lixo (refugo humano);
- O aumento da população mundial;
- Aumento das desigualdades continentais;
- E os diversos mal-estares causados na pessoa.
Dialoga com o capítulo 2, onde a modernidade é marcada pela exclusão e aumento das barreiras, onde acabamos tendo os mal-estares, frutos do mal do capitalismo.
Onde a humanidade caminha a passos largos para um caminho que parece não ter volta. “[...] O cenário é claramente de incerteza, dúvida e indeterminação. A cena contemporânea é – em termos políticos, sociais, culturais, epistemológicos – nitidamente descentrada, ou seja, pós-moderna.” (SILVA, 2011, p.115)
No capitulo 3 as relações de poder ficam mais claras, onde não procura-se soluções para tantos mal-estares causados pela globalização e pela classes dominantes. Só temos a manutenção do poder. As empresas multinacionais buscam os países pobres com mão de obra barata e fica claro que o refugo que parece útil é descartável ao mesmo tempo.
Podemos aqui então relacionar, que os avanços tecnológicos, super produções, acabam por criar a “cultura do cassino” mostrada no capitulo 4, onde a tecnologia faz com que as pessoas gostem e desgostem das coisas e das pessoas. Tudo que se adquire  hoje, amanhã passa a ser velho. Com isso as pessoas ficam confusas de seus valores mediante a sociedade de consumo.
Onde o produto cultural de hoje remove os produtos culturais de ontem. O novo leva cada vez menos tempo para ficar velho. Assim, “ O mercado de consumo e o padrão de conduta que ele exige e cultiva são adaptados à “cultura do cassino” líquido-moderna, que, por sua vez, é adaptada às pressões e seduções do mercado. (BAUMAN, 2005, p. 146)
Bauman traz a ciência, pesquisas, como forma de se ter  “um controle para que as pessoas não sejam descartadas como lixo”. O que isso significa?
Segundo Bauman (p.133), os cientistas com suas pesquisas destinadas a criação de remédios contra os mal-estares (depressões) buscam prevenir o aparecimento de doenças que condenaria uma pessoas ao depósito de lixo. Assim, os remédios permitem aos seres humanos à condição de refugo.
Refletimos  quantos são os professores com síndrome do pânico medicados para depois de algum tempo voltarem ao emprego e não irem direto para “lata do lixo”. Imagina quanto seria o número de pessoas no lixo sem esses remédios? Teríamos um círculo vicioso.
O crédito também permite desfazer das coisas não necessárias e em pouco tempo aumentar a pilha de lixo.
A noção de Beleza está ligada a perfeição e jamais se torna redundante.
Nos Museus a coisas tendem a ser conservadas e na vida diária é diferente. Nada é destinada a permanecer, conservar. Assim, acaba também influenciando os relacionamentos afetivos.
Bauman chama a atenção para não se assustar que o "uso/consumo"  de relacionamentos se aproxima do uso/consumo de carros.

 
Referência

BAUMAN, Zygmunt. Vidas desperdiçadas. Tradução de Carlos Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: Uma Introdução às Teorias de Currículo.3° Edição. Belo Horizonte.Editora Autêntica. 2011.
 
 
 
 
 

 

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