CONCLUSÃO

“Homens e mulheres precisam agora percorrer a estrada que leva da infância a senilidade sem terem noção do sentido de sua jornada nem confiança na significação de tudo isso. ”(BAUMAN, 2004,p.124)

No capitulo 4 compreendemos a preocupação de Zygmunt Bauman ao escrever “Vidas Desperdiçadas”. O autor posiciona-se criticamente às relações sociais atuais, pois é exatamente essa cultura do lixo que vem modificando nossas relações, sentimentos e valores. Não estamos entendendo o porquê de estarmos aqui e qual o significado de nossas vidas em toda a história.
Perdemos o medo da morte, aliás, nem da morte falamos. Temos agora o medo da vida, medo de sermos excluídos e não nos encaixarmos em nenhum padrão ditado pela mídia do consumo. A nossa única missão nesta vida agora é de progredir e adquirir bens, que logo virarão lixo.

Derretemos tudo que era sólido (família, relacionamentos, amizades) e profanamos tudo que era sagrado. Substituímos a fé pela razão. E com isso o amor e a bondade desapareceram. O egoísmo se tornou a única norma sensata. Precisamos satisfazer o “eu” agora. Porque esperar é uma vergonha.
Perdemos a consciência do nosso poder aquisitivo. Aprofundamos em dívidas e vivemos como escravos trabalhando a fim de pagá-las.

Diante desse cenário contemporâneo, Bauman nos incomoda, revelando os projetos da modernidade que favorece apenas um grupo seletivo de iluminados que desejam se tornarem deuses. Não deuses imortais, mas deuses livres em um mundo de escravos.

O livro vidas desperdiçadas nos possibilitou olhar além, ter uma visão do todo, abrangido todos os lados da realidade, compreendendo os jogos de forças e interesses que ficam por traz dos bastidores no qual ditam as regras.

Estudar o livro nos possibilitou refletir sobre valores, pensar sobre sentimentos que estão se corrompendo, relações que estão se abalando, conceitos que estão tomando outros rumos, tecnologias que estão dominando mentes, informação confundida de conhecimento e nas vidas que estão sendo desperdiçadas por não encontrarem uma razão de existir. E é com esse sentimento de preocupação que nós nos colocamos no papel de futuros professores preocupados na formação dessa geração Z (assim chamado por vim depois da geração X e Y) que nasceram no mundo digital, que chegou com tudo isso pronto e não tem noção dos conflitos existente até o momento presente, jovens que estão mais conectados virtualmente e menos presencialmente, que não aprenderam ouvir “não” e que querem tudo e agora. Reflexões que nos tiram da zona de conforto buscando meios para redefinir valores a essa nova geração em formação.

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